domingo, 11 de setembro de 2011

Gestão de Pessoas????

Quando faço uma retrospectiva de minha carreira profissional, pecebo que tudo começou há muito mais tempo do que tenho registros em carteira de trabalho relacionados a RH, quando não tinha tido acesso às teorias sobre gestão de pessoas, mas que já colocava em prática tantas questões hoje discutidas. Sempre fui atraída por aspectos que envolviam o ser humano: "satisfação", "motivação" e "respeito".
Gestão de pessoas é muito mais do que um setor, gestão de pessoas é a empresa como um todo. Falar em práticas de gestão de pessoas significa falar em valores, política e cultura da empresa e ainda vai muito além. Fazer gestão não é para fracos,  para despreparados. Quem nunca se deparou com situações de conflito? Quando existem duas ou mais pessoas, existem duas ou mais opiniões que podem ser distintas. O que fazer da diversidade? Dentro de sua grandeza, buscar a harmonia é o maior desafio de cada gestor. Pos isso, quando falo em RH, me deleito e cada vez mais sei que tenho muito a fazer e muito a aprender. O que não posso é me contentar com o que já foi bom, já foi feito e funcionou. O dia-a-dia é tão mutável que o que foi muito legal ontem, hoje pode não ser mais tão legal assim. Por isso mesmo é preciso transpor barreiras e a caminhada é longa, mas prazerosa.

sábado, 26 de março de 2011

Geração Y - O que fazer?

Um dos grandes desafios atuais de gestão de pessoas é encontrar profissionais no mercado de trabalho, que detenham todas as habilidades e atitudes almejadas pela empresa numa só pessoa. Deparamos-nos com um extraordinário mercado de talentos, chamados Geração Y, jovens que valorizam fazer aquilo que gostam, ávidos por uma causa, rápidos, inovadores, questionadores, que sabem trabalhar em equipe, antenados, espertos, frutos de uma geração informatizada, que nasceu praticamente com um computador no colo. Na contramão destas características positivos encontramos pessoas ansiosas, inquietas, impacientes, exigentes e que querem resultados imediatos. Sabemos que, na prática, os acontecimentos estão longe deste imediatismo, o que compromete, por vezes, a motivação desta galera. Porém, vejam só: quantas destas características preponderantes são inerentes às  nossas lideranças? A resposta é: muitas. Opa, isso é muito bom, é sinal de que temos aí alternativas importantes para a lacuna enorme quando se fala em buscar líderes assertivos no mercado. É por isso que já despontam entre nós vários “comandantes” que nem tem tanta experiência assim, nem tem tanto tempo de empresa, mas já estão fazendo a diferença, tomando a frente de gerações do tipo X e Baby Boom. De fato, as empresas devem prestar atenção ao ser humano como um todo, independente de gerações pois cada uma delas contribui com coisas boas. A Geração Y tem algo novo a trazer mas devemos e precisamos  aproveitar o que cada geração pode dar de melhor com o seu olhar e sua forma de ver o mundo do trabalho. E qual é o papel da empresa hoje? Justamente, conhecer o que o jovem pensa, ser orientador, mostrando os caminhos e valorizando-o, revendo sempre o seu modelo de autoridade. Mudanças culturais são necessárias mas não acontecem de um dia para o outro. Por isso, empreendedores e gestores de pessoas, é tempo de arregaçar as mangas e trabalhar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Assédio Moral


Quando se fala em assédio sexual e/ou moral, o que nos vem à mente é a discriminação contra a mulher, em geral. Trabalho numa empresa de software, e quem conhece esta atividade sabe que  o número de mulheres na academia já é infinitamente menor do que o de homens. Isso se reflete diretamente na empresa. Junto ao GPTW TI e Telecom 2009 nossa empresa foi reconhecida por estar dentre as 15  com o maior número de mulher. Nosso objetivo foi alcançado, aliás, além do esperado, pois almejávamos medir o clima organizacional da empresa e tivemos uma grata surpresa, ficamos entre as 70 melhores empresas de TI e Telecom do Brasil para se trabalhar. As duas questões de maior destaque e quase que unânimes naquela pesquisa, parte de um questionário respondido por todos os colaboradores foi: * as pessoas aqui são bem tratadas independentemente de sua cor ou raça = 99%; *as pessoas aqui são bem tratadas independente do seu sexo = 95%. Além disso nos destacamos por sermos uma empresa que ouve seus colaboradores, valorizando seus pensamentos e idéias. Não é raro termos reuniões de discussão a respeito de um fone de ouvido, por exemplo, neste caso, se deveria ou não ser utilizados pelos colaboradores. Outro canal de escuta é a Intranet, que possibilita que colaboradores interajam com a diretoria e RH, dando sugestões de melhoria. Projeto fechado ainda no primeiro semestre de 2010 foi o Diagnóstico de Cultura Organizacional,  conduzido por uma psicóloga terceirizada, que entrevistou todos os colaboradores, um a um, sigilosamente, para que todos ficassem à vontade em falar sobre a empresa, colegas, lideranças. O resultado deste diagnóstico rendeu bons frutos e pudemos entender melhor os nossos colaboradores, seus anseios, problemas, dificuldades. Desta forma muitas necessidades de melhoria foram levantadas.
Declaradas ou não, direta ou indiretamente, atitudes como estas, de preocupação com a cultura organizacional da empresa, são ferramentas utilizadas como forma de prevenção do assédio.