Quando se fala em assédio sexual e/ou moral, o que nos vem à mente é a discriminação contra a mulher, em geral. Trabalho numa empresa de software, e quem conhece esta atividade sabe que o número de mulheres na academia já é infinitamente menor do que o de homens. Isso se reflete diretamente na empresa. Junto ao GPTW TI e Telecom 2009 nossa empresa foi reconhecida por estar dentre as 15 com o maior número de mulher. Nosso objetivo foi alcançado, aliás, além do esperado, pois almejávamos medir o clima organizacional da empresa e tivemos uma grata surpresa, ficamos entre as 70 melhores empresas de TI e Telecom do Brasil para se trabalhar. As duas questões de maior destaque e quase que unânimes naquela pesquisa, parte de um questionário respondido por todos os colaboradores foi: * as pessoas aqui são bem tratadas independentemente de sua cor ou raça = 99%; *as pessoas aqui são bem tratadas independente do seu sexo = 95%. Além disso nos destacamos por sermos uma empresa que ouve seus colaboradores, valorizando seus pensamentos e idéias. Não é raro termos reuniões de discussão a respeito de um fone de ouvido, por exemplo, neste caso, se deveria ou não ser utilizados pelos colaboradores. Outro canal de escuta é a Intranet, que possibilita que colaboradores interajam com a diretoria e RH, dando sugestões de melhoria. Projeto fechado ainda no primeiro semestre de 2010 foi o Diagnóstico de Cultura Organizacional, conduzido por uma psicóloga terceirizada, que entrevistou todos os colaboradores, um a um, sigilosamente, para que todos ficassem à vontade em falar sobre a empresa, colegas, lideranças. O resultado deste diagnóstico rendeu bons frutos e pudemos entender melhor os nossos colaboradores, seus anseios, problemas, dificuldades. Desta forma muitas necessidades de melhoria foram levantadas.
Declaradas ou não, direta ou indiretamente, atitudes como estas, de preocupação com a cultura organizacional da empresa, são ferramentas utilizadas como forma de prevenção do assédio.